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  • 13/02/2020

“Verão light” impacta comércio voltado para atenuar o calor

O verão mais úmido dos últimos anos não tem produzido somente manchetes nos veículos de comunicação por causa das tragédias climáticas. O tempo carregado na maior parte do tempo tem influenciado diretamente na temperatura ambiente e trazido desconforto a determinados nichos de mercado, que costumam ver seu faturamento crescer exatamente na virada de um ano para outro.

A temperatura média neste início de fevereiro, quando os termômetros normalmente ficam acima dos 30 graus, tem sido atingido no máximo 26 graus positivos, chegando a baixar a casa dos 20 graus durante a madrugada.

“Estamos bastante estocados. Em comparação com o mesmo período do ano passado diria que vendemos em média 20% menos de ventiladores neste começo de ano”, comentou um gerente de loja de uma das famosas redes que tem representação em Itapira. O mesmo raciocínio segundo ele vale para os aparelhos de ar condicionado. “Algumas pessoas perguntam pelo preço, mas as vendas têm sido bastante cautelosas”, admitiu.

A comerciante Rita Aparecida Custodio Guidetti, da distribuidora de água Arco Iris, estima que os pedidos tenham recuado em até 10% neste começo de ano. “De fato, não dá para comparar por exemplo com aquilo que ocorreu no verão passado”, disse ela.

Jéssica Rissi, da casa de sucos Tropical, que funciona na área central da cidade, acha que o movimento caiu perto de 20% dentro daquilo que considera normal para o período. “Além do clima não estar colaborando, vejo que as pessoas estão com pouco dinheiro e isso certamente influencia a queda nas vendas”, avaliou.

Jéssica (centro) credita recuo nas vendas também à falta de dinheiro

O ambulante Inácio da Silva, de 63 anos, que vende picolés na rua contou que nunca viu um começo de ano igual a este. “Em dias normais, venderia entre 100 a 120 sorvetes. Tenho vendido no máximo 30”, confidenciou.

 

Sensação Térmica

A situação não passou despercebida na Qualitas, uma das mais tradicionais empresas do país na fabricação de ventiladores. O empresário Paulo Stivalli Junior, com uma experiência de 30 anos neste mercado, afirma que as pessoas sentem o impacto da sensação térmica do momento para decidir uma compra. “Em outubro do ano passado, quando acabaram os últimos resquícios da estação mais fria, as pessoas ficavam incomodadas com a sensação de calor e muita gente correu para comprar ventiladores. Nesse começo de ano ocorre o contrário; as pessoas tinham expectativa de que ia fazer calor, algo que até agora não se configurou na prática. O resultado acabou sendo um recuo nas vendas”, esclareceu

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