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  • 28/06/2020

Sem atividades presenciais, presbiterianos festejam 146 anos em Itapira

Figurando entre as poucas representações de cunho religioso aqui da cidade que ainda não retomaram as atividades presenciais em seus templos, a Igreja Presbiteriana Central comemorou na sexta-feira, dia 26, 146 anos de organização eclesiástica em Itapira. Para assinalar a passagem da data, o pastor Luiz Fernando dos Santos, ofereceu aos fiéis da Igreja durante culto transmitido on line, um sermão repleto de referências à importância da comemoração, situando a representação local dentro de seu contexto histórico.

O religioso lembra que a representação de Itapira, seguramente, figura entre as 20 mais antigas em todo o Brasil. O atual templo, na rua Campos Salles, foi erigido quase 50 anos depois da chegada dos pioneiros. Nos primórdios, conforme destaca o reverendo Luiz Fernando, as celebrações ocorriam em um antigo hotel e, posteriormente, em um imóvel no bairro do Cubatão.

Em sua fala, Luiz Fernando associou a existência da representação local a diversos fatos históricos. “Ela já estava presente e atuante em Itapira (Antiga Penha do Rio do Peixe), quando o Império caiu e a República foi instalada provisoriamente em 1889”, relembrou.

Uma comparação muito oportuna feita por ele, remete ao registro de duas pandemias que atingiram também de forma muito dura os itapirenses. A primeira delas a febre amarela do final do século XIX. E no biênio 1918/1919, o registro da Gripe Espanhola que teria matado ao redor do mundo mais de 100 milhões de pessoas. Ao associar aquele período com o atual, o líder religioso fez menção ao fato da comunidade presbiteriana de ontem e de hoje, ter cumprido um papel relevante do ponto de vista assistencialista e social.

Pastor Luiz Fernando fez comparações entre a realidade atual e fatos registrados no passado

Ele lembra da criação de um grupo de senhoras denominado “Damas da Misericórdia” que atuou na linha de frente do atendimento a pessoas que se contaminaram. “Essas mulheres ligadas à igreja presbiteriana, participaram de campanhas para prover material de cama e banho durante a pandemia da gripe espanhola para os improvisados hospitais da região. Os pastores daqueles dias sepultaram os mortos e confortaram as famílias mesmo que não professassem a fé evangélica, ainda que os protestantes não fossem muito considerados naqueles dias de catolicismo tridentino”, mencionou.

 

Mobilização

Ao transportar estes fatos para a realidade atual, o pastor cita que já no início das medidas de isolamento e distanciamento social, a comunidade vinculada à Igreja que preside desde 2010, cumpre medidas fixadas pelas autoridades E se mobilizou em várias frentes, na maioria das vezes, de maneira espontânea e voluntária por parte dos seus membros. Donativos foram recolhidos, cestas básicas distribuídas, máscaras, muitas máscaras foram confeccionadas para os hospitais, casas de recuperação, asilos e outras instituições. Os pastores se mantiveram ativos, visitaram os enfermos, o grupo de risco e ofereceram apoio, encorajamento e conforto nos dias mais duros do isolamento social”, completou.

 

 

 

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