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  • 08/11/2020

Cresce número de ocorrência de briga de galos na região

Uma atividade ilícita tão antiga quanto o jogo de bicho, continua desafiando as autoridades policiais. Trata-se da briga de galo, uma atividade subterrânea, a qual, costuma vir à tona graças ao trabalho de inteligência desenvolvido pela 7 ª Companhia de Polícia Ambiental de Pirassununga.

O comandante do 2º Pelotão, Tenente PM Ivo Fabiano de Morais, disse para A GAZETA que as diversas ocorrências registradas até aqui sinalizam que a atividade ocorre em toda a área de abrangência da 7ª Companhia, incluindo a região de Itapira. No início do segundo semestre, a equipe de Tenente Ivo estourou uma rinha em Mogi Guaçu. “Há indicativos de que tal prática está ativa na nossa área de atuação”, mencionou.

O último registro ocorreu no dia 10 de outubro em Brotas e resultou em um flagrante quando dois galos combatiam dentro de uma espécie de rinha (rebolo). Três pessoas foram autuadas e a multa total chegou a R$ 369 mil, ocorrência esta, atendida pelo 3º Pelotão baseado em Rio Claro. Antes, no dia 22 de setembro, em Limeira, uma outra operação já havia apreendido 09 galos de raça (índio de combate) e aplicação de multa de R$ 27 mil aos infratores. Desde o começo do ano, mesmo com pandemia correndo solta, a Polícia Ambiental fez autuações ainda em Rio Claro, Pirassununga, Leme e Mogi Guaçu.

Na vizinha cidade, uma denúncia anônima levou os policiais até uma rinha situada no bairro rural de Martinho Prado e a operação foi uma das mais bem sucedidas neste ano, resultando na apreensão de 16 galos índios que segundo Tenente Ivo viviam em condições precárias, “E com fartos indícios de eram ou seriam utilizados para a prática de rinha na região mencionada”. Os autos de infração nesta ocorrência geraram R$ 48 mil em multas.

Galo apreendido pela Polícia Ambiental dentro do chamado “rebolo”, espécie de rinha onde acontecem as brigas

Inteligência

Tenente Ivo afirmou ainda que para se chegar aos responsáveis, a Polícia Ambiental se faz valer de um trabalho bem elaborado de inteligência. “Com certeza o trabalho de inteligência policial é fundamental para que o resultado seja satisfatório, isso somado a boas denúncias realizadas pela população” comentou.

O oficial esclareceu ainda que a legislação não prevê um enquadramento específico por “praticar ou participar de rinha de galo”. O enquadramento e as responsabilização decorrem, segundo ele, “Do crime ambiental de maus tratos capitulado no artigo 32 da Lei Federal 9605/98 que está associado a essa lamentável forma de ‘diversão’ e crueldade contra os nossos animais pertencentes a fauna doméstica”. A pena prevista para quem incorre no crime de maus tratos vai de três meses a um ano de detenção e na seara administrativa o valor da multa é de R$ 3.000,00 para cada animal submetido a maus tratos e R$ 6.000,00 se decorrente dessa prática o animal vem a morrer.

Via de regra, este tipo de atividade expõe os animais a situação de crueldade, onde brigam até que um deles morra. O “vencedor” normalmente sai da rinha cheio de ferimentos e ensanguentado. Segundo entendidos no assunto os galos são criados de forma a serem condicionados ao combate e alguns deles chegam a valer até R$ 6 mil. É comum ainda algumas rinhas movimentarem altas somas em dinheiro, resultado de apostas.

Galos são criados em cativeiro, adestrados para brigar e não raramente submetidos a crueldade

Indagado a respeito de como as pessoas podem encaminhar uma denúncia, Tenente Ivo menciona que o principal canal de recebimento destas denúncias está centralizado na sede do 1º Pelotão em Pirassununga, por meio do número (19) 3565-1288, “Destacando que é assegurado o anonimato de quem faz a denúncia”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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