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  • 25/03/2020

Catador de recicláveis diz que está “passando fome”

Em momentos de extremas dificuldades e incertezas na economia, o primeiro setor a sentir o baque é o de material reciclável, fonte de subsistência para uma população “invisível” composta aqui em Itapira por centenas de pessoas.

Segundo relato de alguns destes ambulantes, os depósitos deixaram de comprar esse tipo de material desde sexta-feira, dia 20. Reinaldo Pedro de Assis, de 62 anos, flagrado pela GAZETA nesta terça-feira, dia 24 circulando nas ruas centrais da cidade com um carrinho cheio de material disse que o fazia para preencher o tempo. “Estou passando fome”, disse ele.

Comentou que com que recolhia, ganhava entre R$ 20,00 e R$ 25,00, que lhe garantia pelo menos uma marmitex. Queixou-se que com a crise, antes do fechamento imposto pelas duras restrições governamentais, o preço dos produtos já tinha caído assustadoramente. “A latinha de alumínio que vendia a R$ 3,30 caiu para R$ 2,40. Papelão e plástico estava pagando apenas R$ 0,30 o quilo. Perguntado a respeito do que ia fazer com aquilo que levava no carrinho Assis disse que ia “juntar” em uma casa abandonada onde disse que mora, no bairro do Cubatão, esperando dias melhores. “Torcer para que as coisas voltem ao normal logo”, concluiu.

Rapaz conduzia sua carrocinha pelas ruas vazias na terça-feira

 

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