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  • 10/09/2020

Autoridades veem ação criminosa coordenada em queimadas

Após um agosto com recorde de ocorrências no combate a queimadas e incêndios florestais, a Defesa Civil de Itapira não tem tido melhor sorte neste começo de setembro. Em algumas ocasiões foram até cinco ocorrências simultâneas, o que levou o prefeito José Natalino Paganini a desconfiar de ação orquestrada.

“Difícil, quase impossível apontar os responsáveis (pelo fogo). Mas estamos atentos. Não existe esse negócio de combustão espontânea. Não mais do que de repente, você observa quatro a cinco queimadas ao mesmo tempo, cada uma em uma região da cidade”, disse o atual prefeito, que durante entrevista dada à Rádio Clube AM na manhã de quinta-feira, 10, havia manifestado esta sua suposição.

Ronaldo Ramos Silva, coordenador da Defesa Civil, disse que não tem a menor dúvida de que estes incêndios são todos eles provocados por ação das pessoas. “Se intencional ou não, difícil afirmar. Mas que todos estes incêndios são provocados, quanto a isso não resta a menor dúvida”, colocou.

Incêndios têm tudo para ser obra de marginais: a cidade e a natureza sofrem

Sérgio Cachiba, atual titular da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (SAMA) afirmou ter visto recentemente uma ação proposital em um terreno que fica próximo ao aterro sanitário, em Barão Ataliba Nogueira. “Havia um Fusca branco circulando. De repente saíram enormes labaredas do mato tão logo o Fusca abandonou o local, relatou. Questionado se conseguiu visualizar alguém, Cachiba disse que apesar da distância, acredita que possa identificar a pessoa.

Ronaldo Silva: ocorrências provocadas por ação das pessoas

 

Caos no Feriado

O super feriado foi de provação para as equipes da Defesa Civil, que precisou receber apoio logístico da Secretaria de Serviços Públicos. Ronaldo Silva exibia um “souvenir” do pesadelo que foi o combate ao fogo, na forma de muitas bolhas na palma da mão, resultado de queimaduras que recebeu.

Agentes estão tendo trabalho há dias pra conter fogaréu

Ele relatou que foram atendidos casos na zona urbana e com mais intensidade na zona rural, em pontos distantes um dos outros, como em Barão Ataliba Nogueira (na Fazenda Barreirinho) Coutos, Gravi, Pires e Morada do Sol.

Nada, infelizmente, indica que a situação vá melhorar. Os serviços de meteorologia falam na volta das chuvas somente na última semana do mês. Caso confirmada a previsão, desde abril, seriam três períodos com mais de 30 dias sem chuvas. Abril não choveu nada. Depois houve um período de 45 dias de estiagem de 02 de julho a 17 de agosto.

 

 

 

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