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  • 06/02/2020

Aumentam casos de achaques contra aposentados

O governo federal decidiu nesta semana apertar o cerco a corporações financeiras que fazem marcação cerrada em cima de aposentados oferecendo principalmente empréstimo consignado. O que preocupa também o governo é o fato de dados sigilosos serem vazados provavelmente com a cumplicidade de funcionários dentro do próprio Ministério da Previdência, criando toda uma rede de descontos ilegais que aos poucos mina o rendimento de milhões de pessoas em todo o país.

A situação aqui em Itapira, conforme apurou A GAZETA, também está fugindo do controle. Não se sabe ao certo quantos aposentados tem descontado taxas como pagamento a associações de aposentados de várias partes do país e principalmente seguro de vida. Mas estima-se, com base nos inúmeros processos que estão sendo instaurados por diversos escritórios de advocacia, que sejam centenas.

“Eu já presenciei casos a partir de R$ 30,00 até R$ 69,00 descontados todos os meses de pessoas que procuraram meus serviços”, comentou o advogado Cristiano Florence. Ele não revelou quantos casos envolvendo este tipo de abuso estão sob sua responsabilidade, mas estima que seja apenas uma pequena parcela do número de pessoas que são lesadas e segundo ele, às vezes nem sabem que pagam indevidamente contas abusivas.

Florence disse que na medida em que o caso é tocado para frente, é comum as empresas que fazem a cobrança serem intimadas pela Justiça a provar que a pessoa onde o valor é descontado autorizou a cobrança. “Via de regra a gente descobre casos de assinaturas falsificadas. Alguns juízes simplesmente exigem a devolução do que foi cobrado indevidamente, mas alguns outros aplicam multas pelo constrangimento causado”, analisou. Ele recomenda que pessoas que se encontrarem nesta situação consultem um advogado para examinar a viabilidade de se mover uma ação contra a empresa que faz o desconto.

A aposentada Maria Iolanda disse que vem percebendo sua aposentadoria de um salário mínimo minguar todos os meses. Parte, segundo ela, refere-se a um consignado que contraiu por seis anos para pagar- restando ainda dois anos para que seja quitado. Outros descontos ela disse que não se lembra do que se trata, mencionando que depois que comprou um celular em uma loja de departamento, começou a observar a cobrança de um seguro de vida no valor de R$ 15,00 por mês.

Maria Iolanda percebeu desconto de seguro não autorizado em seu holerite

Maria Benedita Sueli Negri de Andrade, presidente da Associação Eclética dos Aposentados e Pensionistas de Itapira disse que não imaginava que a situação estava neste ponto. “Poucas pessoas reclamam. Mas fica a impressão que a maioria nem imagina que faz pagamentos indevidos”, comentou. Com base na conversa que teve com a reportagem da GAZETA, afirmou que iria alertar os associados. “Seria providencial fazermos um pente fino em todos os holerites”, destacou.

 

Legenda

 

 

Maria Iolanda percebeu desconto de seguro não autorizado em seu holerite

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