Padres foram sepultados ‘pertinho’ de Deus em igrejas itapirenses
Sepultamento de padres em paróquias era um antigo privilégio concedido àqueles que se destacaram por trabalhos de grande repercussão social. Hoje, a tradição não é mais usada e os corpos dos religiosos são enterrados em cemitérios comuns, como das demais pessoas. Em Itapira 4 padres descansam em igrejas.
Em Itapira, quatro párocos foram inumados em sepulturas que nada mais são do que capelas que por pouco não se transformaram em locais de peregrinação devido à fé sempre devocional do povo fiel, muito católico.
“Estão pertinho de Deus”, garante seo João Caio Mendes fiel que, assim como o povo antigo, via nos seus ex-líderes religiosos a chama acesa de virtudes santificadas propensas a interceder junto ao céu.
Os restos mortais do cônego Henrique de Moraes Mattos, padre Bernardo Cardoso de Araújo e cônego Arthur Teixeira Barbosa da Guerra Leal estão na Matriz de Nossa Senhora da Penha.

Ficam em um local com acesso em frente à nave principal. Nunca se cogitou de transferir os restos mortais para outro local, conforme os fofoqueiros de plantão espalharam.
O que a Matriz sempre propôs foi possibilitar à população um encontro de fé e reflexão junto às sepulturas.
Na Paróquia de Santo Antônio, o corpo de cônego Mateus Ruiz Domingues, que veio em 1958 para Itapira, está em uma capela muito bem cuidada pelos funcionários.
O local não está aberto diariamente à visitação pública, ficando apenas em algumas épocas do ano, como finados ou perto da data de falecimento do cônego Mateus.
Vale lembrar que a construção da Igreja de Santo Antônio não teria sido possível sem a dedicação, o esforço e a vontade do cônego Mateus, um espanhol nascido em Polopos, província de Granada, que veio para o Brasil aos oito anos de idade.
